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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Produtividade com o GoogleDocs



Os leitores mais assíduos já devem ter percebido que sou um ávido usuário das ferramentas da Google, o que mais me deixa entusiasmado com o Docs, por exemplo, é a possibilidade de criação e manutenção de documentos de maneira colaborativa. Cada dia que passa nos envolvemos cada vez mais em diversas atividades e com pessoas geograficamente separadas de nós, seja por apenas um sala, ou milhares de quilômetros de distância. Digo isto por experiência própria.

A distância, a falta de disponibilidade de tempo juntos são fatores que impedem a produção de conhecimento colaborativo, pois a compatibilização de agendas é um dos grandes desafios da produtividade e agilidade. O GoogleDocs é uma alternativa para minimizar este problema, nele você pode centralizar o local da produção, gestão e manutenção de documentos como Planilhas Eletrônicas, Arquivos Texto e Apresentações, mas o melhor de tudo é poder editar o mesmo arquivo por mais de uma pessoas simultaneamente. Na planilha eletrônica e na apresentação você ainda tem os recursos de chat durante a edição, facilitando a comunicação instantânea.

Com o Docs você pode criar sua estrutura de pastas, organizar por assuntos, fazer pesquisas nos documentos, exportar para um formato Microsoft Office e BROffice ou OpenOffice e PDF. Além dos formatos de exportação, uma das características que são extremamente úteis é o controle automático de versão, onde você pode comparar e recuperar os documentos alterados a partir de um determinado ponto, sem que você se preocupe com absolutamente nada. Você só vai entender a utilidade disto, quando de fato precisar. Estava recentemente escrevendo um artigo de forma cooperativa pelo Docs quando em determinado momento, como nem tudo é perfeito, o documento foi corrompido!!! Ficamos desesperados, pois estávamos na fase final do artigo para podermos submetê-lo ao congresso, e isto foi como se todo nosso esforço tivesse sido sugado pela tecnologia, mas lembrando do controle de versão retornei a versão imediatamente anterior e, voilà*, o arquivo estava intacto, sem perder uma vírgula.

Temos muitas vantagens e desvantagens em tudo, mas só o fato de termos os documentos na Web, sem precisar de levar em pen driver, não ter que controlar um monte de versão do documento enviando por e-mail um monte de cópias sem saber o que seus pares de edição estão construindo no documento. Eliminando este protocolo APL (Arquivo Pra Lá) e APC (Arquivo Pra Cá) já não ganhamos muito em produtividade?

Atualmente tenho cerca de 172 documentos no Docs, entre planilhas, apresentações e documentos texto, alguns privados e muitos compartilhados, que são mantidos de maneira colaborativa com mais de 40 pessoas, com permissões específicas, alguns podem apenas ler, outros ler e alterar.

Acesse o link abaixo, que está no Youtube e que traduz de maneira ilustrada o aumento de produtividade que ganhamos com este ambiente... Aproveite!!!

GoogleDocs no Youtube: www.youtube.com/watch?v=eRqUE6IHTEA

Até a próxima!

* voilà: palavra de origem francesa, significa "eis aí". Vem de "vois là" = veja aí. sua pronúncia é vualá

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Firefox versos Chrome


Depois de tanto alarde sobre o lançamento da nova versão do navegador da Google, o Chrome, há uns quinze dias resolvi instalá-lo, já que uso firefox já um bom tempo. Resultado: decepção! Pois é, acho que a propaganda foi maior do que de fato conseguiram fazer.

Muitos sites pela Web a fora tem feito comparações de performace, uso de memória e tudo mais. Em alguns critérios o Firefox e saiu melhor que o Chrome, em outros não. Mas na minha avaliação pessoal fiquei decepcionado com Chrome, pois muitos dos recursos da própria Google não funcionam no Chrome, como o "Bloco de Notas" (tudo bem, já disseram que não iam mais evoluir a ferramenta, mas pelo menos deixavam funcionando no navegador) e editando este post no Blogger não funcionou o atalho Ctrl+I para colocar itálico no texto selecionado. Ou seja, se queriam correr e ganhar espaço teriam que pelo menos funcionar com as demais ferramentas da própria empresa.

Sem falar nos plugins, ou melhor, que plugins?!?! Não existem, mas para consolo pode-se utilizar Add-ons e temas disponíveis. Sobre a velocidade, a âncora do marketing do Chrome, não vi nada de muito extraordinário, pelo contrário, com as ferramentas da Google como Analytics e Docs, achei mais lento do que o Firefox.

E não pára por ai... se você é usuário de Internet Bank talvez não tenha muita sorte, os teclados virtuais podem não funcionar. Comigo aconteceu no Banco do Brasil, nem com atualização funcionou, e o problema não foi na apresentação mas na relação de clique e a quantidade de dígitos no envio da requisição. Voltei para o Firefox.

Pesquisando na net encontrei um post de Cynara (Criadora do Mundo Tecno) que traduziu meu sentimento sobre o Chrome, e olhe que ele foi escrito há quase um ano, abaixo transcrevo uma parte do post e você pode encontrar o post completo em : http://www.mundotecno.info/software/chrome-so-me-comprovou-que-firefox-e-ainda-o-melhor

"Visual

O visual é a cara do Google. Clean, tão clean que não tem barra de status nem de ferramentas. As abas ficam láááááá no topo da página, você não pode mudar. Nem pode mudar a cor, é aquele eterno azul bebê.

Funcionalidades

O básico do básico. Acho que é a melhor definição que encontrei. Nada de surpreendente ou que já não tenhamos visto. Por enquanto nada de extensões, nada de temas, nada de nada. Nem as opções possuem tantas opções assim. Nem mesmo um plugin básico como java está disponível. Ah, se você tiver só uma aba aberta e fechar, o browser fecha. Legal, né?

Processamento

Experimente abrir várias abas no Chrome e depois ver o Gerenciador de tarefas do Windows. Uma série de processos relativos a ele estarão rodando no seu computador. Resultado: alto consumo de memória. Para quem fica sempre com mais de 10 abas abertas por vez como eu, isso é suicídio.

Resumindo…

Como falei no título do post, o Chrome só me comprovou que Firefox é ainda o melhor browser hoje no mercado. Alardear aos quatro ventos que vai lançar um navegador revolucionário é fácil. Difícil é fazê-lo."



Veja os navegadores que acessaram o blog Gestão e Carreira em TI nos últimos 30 dias e tire suas conclusões:
Internet Explorer - 53.26%
Firefox - 40.51%
Chrome - 4.25%

Até a próxima, no Firefox!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A Google vai dominar o mundo!


Esta é uma frase que se você não ouviu alguém falando por ai, deve ter pensado. Em apenas uma semana tivemos dois pronunciamentos oficiais da gigante das buscas, ou melhor do marketing!!!

O primeiro dos pronunciamentos, ocorrido no último dia 07, foi a informação da retirada do selo beta do Gmail. Com qual objetivo? Marketing! Quando a Google lançou seus produtos com selo Beta foi com a intenção de trazer um conceito de software que está em constante evolução, e em tempo real, lado positivo. Logo, necessitaria de uma constante fase de testes por sua equipe e seus usuários. Mas o lado negativo é que traz a sensação de que o produto pode conter muitas falhas, já que ele ainda está em fase de beta teste. Com o objetivo de alcançar o mercado corporativo que necessita de estabilidade, disponibilidade e escalabilidade em suas aplicações não poderia deixar a marca beta em seu produto. Ou seja, retiro do selo beta e vendo melhor para grandes organizações.

E de olho no mercado corporativo vem o segundo pronunciamento oficial, o lançamento do Chrome, sistema operacional da Google. O objetivo é criar um sistema que transcenda os limites de plataforma, este é o poder de convergência da Google. A gigante tem colocado no mercado ferramentas dos mais diversos fins, e não somente as jogam no mercado, as integram! Ainda não temos muitos detalhes de como funcionará o novo OS (Sistema Operacional) da Google, mas o grande problema na adoção de um novo Sistema Operacional é quantidade de Softwares que estão disponíveis para o mesmo. Imaginem se o Chrome traz um novo conceito de portabilidade de software, podendo rodar aplicações nativas de outros sistemas operacionais?

Segundo especialistas para um sistema operacional ganhar espaço nos datacenters mundo afora ele precisa se mostrar robusto para atender as necessidade administrativas dos mesmos. Talvez isto leve ainda um tempo, mas as pequenas organizações, universidades e usuários caseiros podem usufruir muito de mais um produto da Google.

Assim como este serviço pelo qual escrevo, existem uma infinidade de recursos disponíveis gratuitamente pela Google. Descubra o seu!

Até a próxima!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Caindo da nuvem!

Segurança é o ponto crucial na computação em nuvem (cloud computing). Apesar da efervescência do mercado de TI (os empolgados), em jogar tudo para cima (na nuvem), podem acabar de fato vendo algumas coisas irem para o "espaço". E por que isto? O ponto chave é a segurança. A segurança na computação em nuvem não pode ser feita de maneira tradicional, ainda não temos um modelo ideal, mas uma coisa é certa: assim como há a destribuição das aplicações, distribuição do hardware, haverá distribuição da segurança.

A edição de abril da InfoExame abordou justamente a questão da segurança, com metéria de capa: "Dá pra confiar no Google?". A arquitetura computacional do Google é amplamente baseada na Cloud Computing, e na matéria traz testemunho de pessoas que perderam documentos no GoogleDocs, tiveram sua conta no Orkut desativada, acesso ao Gmail comprometido... Segundo o site TechCrunch, pode haver perda de dados do GoogleDocs de até 0,5%. Que para a Google é considerado baixo (segundo o site, resposta da Google a um usuário). Mas imagine que neste 0,5% está um documento muito importante, ou informação única da família. Você caiu da nuvem, mas além do problema da segurança, do ponto de vista da integridade dos dados, existe o problema de acesso a informação. Este último é uma interrogação ainda para os especialistas em segurança... Vão ter muito trabalho por ai.

Na contra-mão disto, vem a Azul Linhas Aereas, empresa de aviação recém criada, que utiliza os recursos computacionais para ampliar sua capacidade operacional de atendimento na Internet. Sua grande idéia é em períodos de pico é utilizar soluções em "Nuvem" para ter uma capacidade escalável e mais barata, ao invés de ter uma capacidade de servidores instalada e ociosa nos "vales" de atendimento. Fonte:[*]

Acredito que o Cloud Computing é um caminho sem volta, só precisamos aprender a utilizar e preparar nosso sistemas para portabilidade (não é coisa só de operadora de celular). Junto com isto, levamos de brinde conceitos de Computação distribuída e de SOA (Service-Oriented Architecture). Para quem já tem seus softwares distribuídos, ótimo, a cloud cai como uma luva. Para quem não tem seus softwares distribuídos uma alternativa é o SOA. Esta é uma solução adotada pelos bancos, quando fazem fusões, para resolver seus problema de integração de sistemas.

Até a próxima!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Você já está na nuvem!!!

Depois do conceito de SOA (Service Oriented Architecture) utilizado para software, onde permite que a aplicação seja escalável aponto de ser chamada de O lego do software. Se você teve infância e não nasceu com o teclado na mão, sabe do que estou falando. Agora surge um novo conceito, desta vez não para software mas para infra-estrutura, o Cloud Computing (Computação na nuvem).

O termo Cloud (nuvem) é uma metáfora do diagrama de rede de computadores que parece de fato uma nuvem.


Este modelo de computação parte do princípio de que a infra-estrutura tenha escalabilidade dinâmica, e para o usuário final "não importa" em qual servidor sua aplicação está sendo executada ou onde seu dado está fisicamente armazenado. Assim, os servidores podem estar em qualquer lugar do mundo, seus dados podem estar hoje em algum datacenter em São Paulo, e amanhã em outro na Flórida (EUA). Assim, você não precisa comprar nem manter hardwares, apenas usa o serviço disponível. Em alguns casos gratuitamente em outros pago.

Alguns dos grandes ícones da Cloud Computing podemos citar a Google, Yahoo, Microsoft, Amazon, e a brasileira LocaWeb. Então, quem usa pesquisas no Google já está fazendo uso de recursos que estão na nuvem, além de todos os outros serviços disponibilizados gratuitamente pela gigante.

Podemos colocar tudo na nuvem? A resposta é sim. Mas devemos colocar tudo na nuvem? A resposta é não. Nenhuma tecnologia é infalível, seja na questão do sigilo ou da segurança no tocante a integridade dos dados. Deixando mais claro, este conceito pode ser aplicado em duas esferas: nuvem externa(pública) e nuvem interna(privada). Na nuvem privada você tomas as decisões de expansão ou retração da nuvem, na pública esta mudança não está sobre seu domínio. Para melhorar a segurança, o controle dos dados e a infra-estrutura a nuvem privada é uma alternativa para minimizar sensação de insegurança.

Serviços oferecido pela Google como GoogleDocs, GoogleCalendar, Gmail, Blogger e o próprio serviço de busca estão na nuvem. Isto sem falar do Google APPs, que é um serviço que a gigante oferece para pessoas físicas, ONGs ou empresas integrando de forma personalizada muitos de seus serviços, sendo cobrados apenas para empresas. Você teria coragem de colocar planilhas, documentos e e-mails coorporativos nas mãos da Google? Esta é uma questão que impede muitas organizações partirem de vez para as nuvens, não que a nuvem se resuma a Google, mas na mão de qualquer outra empresa que ofereça serviços baseados em Cloud Computing ou DataCenter. Todavia, algumas empresas nacionais já partiram para parcerias com a Google. Se você é usuário do e-mail UOL ou IG, deve saber que você na verdade está no GMail.

Ainda temos muito para falar sobre o assunto, mas hoje vamos ficar por aqui. Em outro post abordaremos questões mais específicas sobre o assunto.

Até a próxima.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Você quer chegar à CEO?

CEO (Chief Executive Office), em letras maúsculas, O QUE MANDA. Diretor executivo da corporação, aquele responsável por dar as diretrizes e os rumos da organização.

Nos últimos dias tivemos dois eventos antagônigos envolvendo CEO's de duas grandes companhias. O primeiro deles envolveu o CEO do Google, Eric Schmidt, que ao ser convidado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para ser o "CEO" de tecnologia do governo, disse que está feliz no Google e não pretende deixar o seu cargo de CEO. O segundo, em contra fluxo do primeiro, envolveu o CEO do Yahoo, Jerry Yang, que após a decisão de não vender a companhia para o Google e depois voltar atrás, foi seguida de sonora rejeição da gigante da Internet. Resultado, pediu demissão do mais alto cargo da companhia.

O que podemos perceber com estas duas situações é o alto risco das decisões que envolvem o cargo de CEO. No primeiro caso a Google corria o risco de perder seu mais alto executivo e no segundo o mais alto executivo perdeu o emprego, numa decisão arriscada de vender ou não a companhia, e optou por não vender.

Poucos chegarão e se manterão num cargo como este, por vários motivos, mas o que mais destaco é a capacidade de liderar e motivar pessoas a trabalhar onde trabalham. Jerry Yang, da Yahoo, perdeu 10% da sua equipe, As decisões tomadas na gestão de pessoas tem reflexo direto nos resultados da organização. Muitos podem julgar que 10% é plenamente substituível, mas a que custo?

A Google é conhecida por sua forma pouco tradicional de tratar e motivar seus funcionários, disponibilizando áreas e ambientes pouco vistos pelas bandas tupiniquins, e há quem olhe para as fotos abaixo como o oásis da improdutividade.




Jack Welch, atualmente aposentado, foi por 20 anos CEO da General Electric, deu uma entrevista logo após se aposentar descrevendo uma série de características de um CEO de sucesso, uma delas foi: INFORMALIDADE.

"A burocracia sufoca. A informalidade libera" Para ele, um ambiente informal é importante vantagem competitiva. Informalidade é mais do que eliminar paredes ou extinguir o terno. "Tem a ver com a garantia de que todos são importantes - e que todos saibam que são importantes."

Fonte: http://vocesa.abril.uol.com.br/edi40/prima-ceo.shl

E você quer ser um CEO e se manter como um? Se preocupe com as pessoas, mas com o foco no seu negócio e não apenas para satisfazer caprichos dos seus subordinados, já falei sobre isto no post Lider ou capataz, mas suprindo as necessidades para que os objetivos da organização sejam alcançados. Quem trabalha com tecnologia precisa de liberdade para criar, em contra-partida a responsabilidade de fazer acontecer.

Um abraço e até a próxima semana.
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