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terça-feira, 6 de julho de 2010

Pornografia & Trabalho: "Cuidado olhinho no que vê..."

Há algum tempo as empresas, empregados e a mídia vêm discutindo sobre Política de Privacidade dentro das organizações, principalmente no que diz respeito ao que estão acessando na internet e no e-mail corporativo. A grande maioria das empresas, bloqueiam por padrão sites de conteúdo adulto, religioso ou jogos. E normalmente no ato da contratação do trabalhador é informado sobre estas restrições, e para muitos bastar ter uma oportunidade, ou falha nas regras de bloqueio que ficam por ai colocando os olhinhos onde não devem.

Pela impunidade ou mesmo por acreditarem que a empresa só está ameaçando, e não vai de fato demitir, muitos ignoram a Política de Privacidade aplicada pela empresa e acessam e repassam conteúdos impróprios através dos recursos de propriedade da empresa. Hoje não foi bem isso que aconteceu, 39 funcionário da multinacional Alcoa S.A. foram demitidos por acessarem e repassarem e-mail's com conteúdo pornográfico. Funcionários de 15 anos ou mais de casa foram sumariamente demitidos, sem direito a apelação.
Fonte: link.

Quem está certo? A empresa. Em minha opinião as regras em empresas como a Alcoa estão bem claras, podem não ser plenamente justas ou adequadas, mas ai é outra questão. Não faz muito tempo, tivemos dois claros incidentes envolvendo pessoas importantes e a internet. O primeiro foi o CEO da LocaWeb que xingou o time que sua empresa patrocinava, resultado: DEMITIDO. O segundo, foi o vazamento de informações por um deputado que levou o presidente da casa, Michel Temer, a rever as regras e propor mudanças para regulamentar o uso da tecnologia pelos parlamentares em seções da câmara.

Se existe regra, conhece-a e siga-a. Sendo assim, o que posso lhe dizer é: "Cuidado olhinho no que vê, porque existe um PROXY olhando pra você, cuidado olhinho no que vê".

 Até a próxima.

terça-feira, 22 de junho de 2010

INSUBSTITUÍVEL!!!

De antemão, este texto não é meu e também não sei de quem é. Mas achei oportuno compartilhar com vocês.

Boa Leitura!

INSUBSTITUÍVEL

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: " Ninguém é insubstituível."

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reuniões em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta? - Tenho sim. - E Beethoven ?

- Como? - o encara o diretor confuso. - O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.....

O funcionário fala então: - Ouvi essa história esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal, as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências' .

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso!
É bom para refletir e se valorizar!

Um bom dia..... insubstituível!!!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Você tem um plano de Cargos e Salários?


No interior onde nasci, quando alguém demorava refletindo sobre algum assunto, dizia-se que estava "matutando". Pois bem, estive "matutando" sobre a Gestão de Carreiras das empresas ou Planos de Cargos e Salários, e me veio o seguinte questionamento: "Quem deve gerir a nossa carreira é a empresa ou nós mesmos?". A primeira resposta que deve vir a sua mente é: claro que nós mesmos devemos gerir nossa carreira!. Mas será que de fato você tem gerido sua carreira ou colocado esta responsabilidade nas mãos da empresa que você trabalha ou deseja trabalhar, olhando apenas o para o plano de cargos e salários que ela oferece?

Não sou contra os Planos de Carreiras das empresas, pelo contrário, eles são extremamente importantes para que seus funcionários conheçam as intenções da empresa e saibam quais perspectivas podem ter, tanto do ponto de vista de progressão funcional como salarial. Esta perspectiva é importante pois se você acompanha anualmente o ranking das 500 maiores e melhores empresas para se trabalhar, verá que é crescente a valorização das perspectivas oferecidas pelas empresas. Isto porque precisamos alinhar nossos desejos com os desejo que guiam a empresa, assim seremos mais produtivos.

Mas na prática, o que você tem feito para de fato gerir sua carreira? Me fiz algumas perguntas até para me avaliar e ver o que preciso fazer para melhorar este gerenciamento. Dentre muitas coisas que você pode fazer como: definir onde você quer chegar, se preparar para chegar lá, criar uma network. A principal delas é estabilidade financeira.

Você deve estar me achando maluco, no meio de uma crise global, tanta gente perdendo emprego e muitos enfrentando reduções salariais para se manter no emprego, me ouvir falar de estabilidade financeira parece ridículo. Mas não é, e foi exatamente esta crise que me fez ver que devemos gerenciar nossa carreira e não se deixar guiar apenas pelos planos de cargos e salários. Raciocine comigo!

Em finanças não existe ministério, é matemática pura. Precisamos gastar menos do que ganhamos para não termos dificuldades financeiras. Se quisermos ter estabilidade financeira precisamos poupar parte do salário, algo em torno de 10 a 20%. Poupando mensalmente este percentual você estará caminhando para sua estabilidade financeira. Tive um professor na faculdade que dizia: temos que ter reservado pelo menos 6 salários. Isto lhe proporcionará trabalhar traçando uma meta pessoal, e viabilizando ela com suas economias, sem aguardar que a empresa, de boa vontade, lhe pague aquele curso que você deseja, ou você entre em algum programa de incentivo ao ensino.

Isto não é fácil, e não ocorre como em um passe de mágica, requer esforço e acima de tudo disciplina. Desta forma, se você conseguir equilibrar suas finanças você terá muito mais condições de determinar seu Plano de Cargos e Salários. Sem falar que, se você consegui gerir bem sua vida financeira, conseguirá gerir suas atividades diárias, sua carreira, seu futuro. Ampliar os horizontes e os alicerces nos fazem crescer, defina você mesmo seu plano de cargos e salário. Medite nisto!

Até a próxima!

Ps: Não deixe de avaliar e comentar o artigo, sua opinião é importante!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Generalista ou Especialista?


Dando continuidade a nossa série de postagens, um outro dilema enfrentado na área de tecnologia é o fato de sermos generalistas (tem conhecimento razoável em vários campos de conhecimento) ou especialistas (tem um excelente conhecimento em um campo de conhecimento). E para escrever este post, andei dando uma pesquisada pela web e não faltaram matérias e texto em vários blogs falando sobre o assunto. É um assunto exaustivamente discutido há muito tempo, mas neste post vamos ver um ponto de vista associativo que lhe ajudará a definir o que ser.

Mas antes de qualquer coisa é importante perceber como o mundo enxerga este dois profissionais. Vamos fazer uma comparação: Se eu pedir a você que associe um produto a uma empresa, veja qual produto você irá associar.

Se eu falar da Yamaha, você associa a motos ou instrumentos musicais? A maioria das pessoas esperam uma excelente moto da Yamaha, poderíamos dizer que a Yamaha é especialista em motos, ainda que ela faça bons instrumentos. Mas quem é especialista em instrumentos musicais? Não sou especialista em instrumentos musicais, mas não acredito que seja a Yamaha.

Se eu falar da 3M, você associa ao que? Talvez pensemos logo no Post-it, mas ela produz de patinhos de borracha à revestimento externo de ônibus espacial, poderíamos dizer que a 3M é uma empresa generalista.

As duas são empresas bem sucedidas, mas com focos diferentes. Na primeira a marca está diretamente associada ao produto que ela produz. Já na segunda, você deve ter na sua casa, no seu escritório, na mochila algum produto da 3M e nem sabe que foi ela que produziu, ou seja, a ênfase está no produto e não na marca.

Se formos nos comparar a uma empresa, nosso conhecimento é o nosso produto a ser oferecido à outras empresas. E o que desejamos é que as empresas associem este nosso conhecimento a nossa "empresa" (nós) e saibam onde encontra-lo. Ser especialista não significa saber apenas de uma coisa, mas saber muito bem sobre determinada área, e isto lhe fará ser procurado e ter um excelente conhecimento geral. É UM EQUÍVOCO achar que para ser especialista só precisa saber aquilo com o que se trabalha diretamente.

O mercado de TI é bem abrangente, bem como em outras áreas, por mais que se busque conhecimento um profissional não conseguirá saber tudo. Mas é importante que este profissional tenha uma visão geral sobre tudo. Para mim que estou na sala de aula, percebo a ansiedade dos alunos da graduação quererem já se especializar nela, outro equívoco!!! A graduação não é para nos especializarmos, é para nos dar conhecimento generalista, os cursos de especialização servem para isto acrescentar este conhecimento que não vemos detalhadamente na graduação.

Até os gestores, que a princípio pensamos que são generalistas, acredito que devem ser especialistas em motivação, gestão de pessoas, liderança, planejamento e tudo mais que é preciso conhecer para ser um bom gestor. Todavia, os gestores precisam ter o mínimo de conhecimento sobre a área técnica que estão gerindo, ou seja, precisam de conhecimento de generalista.

Resumindo... Seja bom, mas muito bom mesmo em uma área, mas conheça sobre áreas correlatas a sua.

Até a próxima semana.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Fazer o que gosta, ou fazer o que dá dinheiro?


Nestas últimas semanas do ano resolvi escrever sobre carreira e a escolha de profissões, para este primeiro post vamos falar sobre a profissão que escolhemos. O que é mais importante: fazer que gosta ou fazer o que dá dinheiro? Este é dilema enfrentado por muitos.

No início desta semana saiu uma matéria no IDGNow falando que por conta da crise financeira dos Estados Unidos, muitos estudantes estavam trocando curso de graduação em finanças por cursos de tecnologia. A justificativa para isto, era que os alunos originalmente voltados para tecnologia tinham migrado para finanças considerando ser mais lucrativo, com o agravamento da crise muitos alunos retornaram e até novos alunos buscaram o refúgio na área da tecnologia para garantir a empregabilidade.

O mundo inteiro está há mais de uma década de crescimento de empregos e de novas profissões nas áreas de tecnologia, e a tendência é que ainda tenhamos mais crescimento. Segundo a matéria do IDGNow, a expectativa é que nos Estados Unidos o número de engenheiros de software deva saltar de 507 mil para 733 mil nos próximos oito anos, e isto é apenas uma área de especialização.

Mas como devemos escolher uma profissão ou uma área dentro de uma profissão? Alguns especialistas dizem que o importante é fazer o que se gosta, o importante é ser feliz, ainda que sem dinheiro no bolso. Outros dizem que o importante é dinheiro no bolso ainda que não goste do que você faz.

Julgo que dinheiro não traz felicidade, na verdade, o amor excessivo ao dinheiro pode trazer vários danos ao caráter e a moral de qualquer indivíduo. Mas neste mundo globalizado e capitalista não podemos viver sem ele, precisamos suprir nossas necessidades e atender nossos desejos de forma equilibrada.

Assim, apenas o amor a profissão não é suficiente, o retorno financeiro atrativo é uma necessidade até nas filantropias, pois sem ele sua missão não será atingida. Precisamos ter de fato uma remuneração que atenda nossas expectativa dentro do valor de mercado da profissão, mas para isto precisamos buscar os meios adequados para alcancá-la, ela não cai do céu.

Costumo dizer que precisamos gostar do que fazemos, e fazermos o que é necessário. Para fazer o que gostamos, fazemos com o resultado do nosso trabalho, coisas como viajar, dar conforto e segurança para a família, comprar um bom carro, um linda casa, uma HDTV de 52 polegadas, um iPhone de última geração e tantas outras coisas que o resultado do seu trabalho possa adquirir.

Particularmente gosto muito do que faço, e comecei muito cedo. Assim, quando escolher algo para fazer pense que você deverá fazê-lo pelo menos por trinta e cinco anos. Conciliar o que se faz (ganhando bem) com satisfação pessoal na realização do trabalho é fundamental para uma vida profissional plena, mas se você ainda não atingiu isto, planeje-se e prepare-se para a luta.

O grande problema do fato registrado na matéria citada no início do texto é a mudança apenas pela onda. Se você está a procura de uma profissão, olhe para o futuro, pesquise e veja quais profissões são mais promissoras. E se ela atender ao seu desejo pessoal e financeiro PARABÉNS!!!

Até a próxima semana.
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